O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - INTRODUÇÃO 937

É aproximadamente a doutrina cristã sobre a graça; mas, se a virtude é um dom de Deus, é um favor, que se pode pedir, porque ela não é concedida a todo o mundo; por outro lado, se é um dom, ela é sem mérito para aquele que a possui. O Espiritismo é mais explícito; ele diz que aquele que possui a virtude a adquire por seus esforços em existências sucessivas, em se despojando, pouco a pouco, das suas imperfeições. A graça é a força da qual Deus favorece todo homem de boa vontade, para se despojar do mal e para fazer o bem.

XVIII – É uma disposição natural, a cada um de nós, se aperceber bem menos dos nossos defeitos que dos de outrem.

O Evangelho diz: "Vedes o argueiro no olho do vosso vizinho, e não vedes a trave que está no vosso". (Cap. X, 9, 10).

XIX – Se os médicos fracassam na maioria das doenças, é que tratam o corpo sem a alma, e que, o todo não estando em bom estado, é impossível que a parte se porte bem.

O Espiritismo dá a chave das relações que existem entre a alma e o corpo, e prova que há reação incessante de uma sobre o outro. Ele abre, assim, um novo caminho à ciência e, em lhe mostrando a verdadeira causa de certas doenças, lhe dá os meios de combatê-las. Quando ela se inteirar da ação do elemento espiritual na economia, fracassará menos freqüentemente.

XX – Todos os homens, a começar desde a infância, fazem muito mais mal do que bem.

Estas palavras de Sócrates tocam a grave questão da predominância do mal sobre a Terra, questão insolúvel sem o conhecimento da pluralidade dos mundos e da destinação da Terra, onde não habita senão uma pequena fração da Humanidade. Só o Espiritismo lhe dá a solução, que está desenvolvida adiante nos capítulos II , III e V.

XXI – Há sabedoria em não crer saber aquilo que tu não sabes.

lsto vai endereçado às pessoas que criticam aquilo de que, freqüentemente, não sabem a primeira palavra. Platão