O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - CAPÍTULO V 993

essas aspirações maravilhosas que vos mostrarão o futuro prometido pelo soberano Senhor. (SANSON, antigo membro da Sociedade Espírita de Paris, 1863).

SE FOSSE UM HOMEM DE BEM TERIA MORRIDO

22. Dizeis, freqüentemente, falando de um homem mau que escapa de um perigo: se fosse um homem de bem teria morrido. Pois bem, dizendo isso estais com a verdade porque, efetivamente, ocorre que muitas vezes Deus dá a um Espírito jovem, ainda nos caminhos do progresso, uma prova mais longa que a um bom que receberá, em recompensa do seu mérito, o favor de que sua prova seja tão curta quanto possível. Assim, pois, quando vos servis desse axioma, não duvideis que blasfemais.

Se morre um homem de bem, cuja casa ao lado seja a de um homem mau, apressai-vos em dizer: gostaria mais que este se fosse. Estais grandemente errados, porque aquele que parte terminou sua tarefa, e aquele que fica talvez não a começou. Por que quereríeis, pois, que o mau não tivesse tempo de a acabar, e que o outro permanecesse preso à gleba terrestre? Que diríeis de um prisioneiro que tivesse cumprido sua pena, e que se retivesse na prisão enquanto que se desse a liberdade àquele que a ela não tinha direito? Ficai sabendo, pois, que a verdadeira liberdade está na libertação dos laços do corpo, e que enquanto estiverdes sobre a Terra, estais em cativeiro.

Habituai-vos a não censurar o que não podeis compreender, e crede que Deus é justo em todas as coisas e, freqüentemente, o que vos parece um mal é um bem; mas vossas faculdades são tão limitadas que o conjunto do grande todo escapa aos vossos sentidos obtusos. Esforçai-vos por sair, pelo pensamento, da vossa esfera estreita, e, à medida que vos elevardes, a importância da vida material diminuirá aos vossos olhos, porque ela não se vos apresentará senão como um incidente na duração infinita da vossa existência espiritual, a única existência verdadeira. (FÉNELON, Sens, 1861).

OS TORMENTOS VOLUNTÁRIOS

23. O homem está incessantemente em busca da felicidade que lhe escapa sem cessar, porque a felicidade sem